O acaso fez-se
superior e tomou de conta. Tivemos que separar as laranjas podres uma a uma.
Era algo de dar dó. Ao dormir colocava-se cada lágrima em seu criado mudo e
assim fechava os olhos em busca de saídas. Existia nela, uma dor que nunca
nenhum artista já sentiu. Era isso que ela dizia. Em outrora ela sabia o que
fazer. A dor da partida tornava-se a ferida mais doída. Dolorosa. Que possivelmente
se tornaria uma de suas maiores cicatrizes. Mesmo sabendo disso ela o fez. Tendo como referências algo que seria
bem menos provável em sua vida, ela foi seguindo dessa forma até não sobrar
mais nada. Ao acordar, era uma luta incessante para tentar manter-se viva. Ora!
Claro que era! Ela não sabia pra onde
ir. Chegava a conclusão que aquele mundo não era sobre ela. Muito menos para
ela.

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