"Eu escrevo sem esperanças de que o que eu escrevo
altere alguma coisa.
Não altera em nada.
Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas.
A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro."


ClariceL.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013





O acaso fez-se superior e tomou de conta. Tivemos que separar as laranjas podres uma a uma. Era algo de dar dó. Ao dormir colocava-se cada lágrima em seu criado mudo e assim fechava os olhos em busca de saídas. Existia nela, uma dor que nunca nenhum artista já sentiu. Era isso que ela dizia. Em outrora ela sabia o que fazer. A dor da partida tornava-se a ferida mais doída. Dolorosa. Que possivelmente se tornaria uma de suas maiores cicatrizes. Mesmo sabendo disso ela o fez. Tendo como referências algo que seria bem menos provável em sua vida, ela foi seguindo dessa forma até não sobrar mais nada. Ao acordar, era uma luta incessante para tentar manter-se viva. Ora! Claro que era!  Ela não sabia pra onde ir. Chegava a conclusão que aquele mundo não era sobre ela. Muito menos para ela.

Nenhum comentário:

Postar um comentário