Depois que você foi embora, o vazio da poltrona não
parou de me olhar. O café que aquecia esfriou. A chuva não parava de cair. Parecia
tudo tão melancólico. Tudo tão bucólico. A alegria da chegava tornava-se um
constante frio na espinha. Era hora de dizer adeus. E suspirou no ultimo
segundo e partiu. Partiu-lhe o coração, deixando que transbordasse toda aquela
sensibilidade contida nela. Do fim, adeus.
"Eu escrevo sem esperanças de que o que eu escrevo
altere alguma coisa.
Não altera em nada.
Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas.
A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro."
ClariceL.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Não é menos do que desesperador num segundo parecer estar se
afastando de uma pessoa e 'noutro' vendo quão íntimas e próximas são. Ou quando
você está tão triste que não consegue fazer outra coisa senão permanecer
estático olhando pro nada. Quando esquecer é apenas um intervalo entre uma
recordação e outra. Me questiono se a tristeza sempre volta ou somos nós que
sempre voltamos pra ela.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
O acaso fez-se
superior e tomou de conta. Tivemos que separar as laranjas podres uma a uma.
Era algo de dar dó. Ao dormir colocava-se cada lágrima em seu criado mudo e
assim fechava os olhos em busca de saídas. Existia nela, uma dor que nunca
nenhum artista já sentiu. Era isso que ela dizia. Em outrora ela sabia o que
fazer. A dor da partida tornava-se a ferida mais doída. Dolorosa. Que possivelmente
se tornaria uma de suas maiores cicatrizes. Mesmo sabendo disso ela o fez. Tendo como referências algo que seria
bem menos provável em sua vida, ela foi seguindo dessa forma até não sobrar
mais nada. Ao acordar, era uma luta incessante para tentar manter-se viva. Ora!
Claro que era! Ela não sabia pra onde
ir. Chegava a conclusão que aquele mundo não era sobre ela. Muito menos para
ela.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Tanto ...
Fugir de ti, me prender dentro
de mim. Olhar só aqui dentro e te encontrar mesmo assim. Eu posso bater a porta
do carro toda vez que tocarem em seu nome. Posso me isolar de todos. Não
adiantará, pois você não está por aí.você está por aqui. Dentro de mim. Você
continua em mim. Eu posso desligar o celular, quebrar o computador, deixar de
ler jornais ou deixar de ver noticiários, apertar meus pulsos, fechar meus
olhos, prender a respiração, olhar pra coisas diferentes, pegar o ônibus
errado só pra evitar o mesmo caminho e os mesmo pensamentos, enfrentar uma fila
de banco por dia. Eu também posso mudar as palavras, as minhas palavras. Posso
encher a boca com palavras diferentes, mudando tons, com cantos diferentes,
posso ir em todos os cantos do mundo que não falem de você. Mas não adiantaria,
pois você ainda está em mim. Como uma cicatriz. Tantas vezes eu tentei te
arrancar de mim. Tantas vezes eu tentei suprir a necessidade de você com coisas
ou pessoas diferentes. Mas sim, você sempre será ‘a onda que me arrasta e me
leva pro teu mar’ ... e eu estou aqui. Mais uma vez ... no teu mar. Tantas
promessas quebradas no decorrer desse tempo. Tanto ‘eu’. Tanto ‘você’. Tão
pouco ‘nós’. Tantas palavras separando minha boca da sua. Como eu pude me
permitir me perder tanto de você ? Como eu deixei aquele ‘nós’ daquela quase
manhã de domingo, se tornasse tão efêmero em nossas vidas ??? Tantos encontros
e desencontros. Tanta vida na minha. Tanta vida na sua. E tanta falta da sua na
minha. Queria dizer que minha saudade é TANTA,
que nem sei mais o que fazer.
Assinar:
Comentários (Atom)


