"Eu escrevo sem esperanças de que o que eu escrevo
altere alguma coisa.
Não altera em nada.
Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas.
A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro."
ClariceL.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
"Repito sempre: sossega, sossega - o amor não é para o teu bico - ...'
Mentir pode ser um ato de generosidade. A mentira nem sempre causa danos, às vezes ela apenas protege contra mágoas desnecessárias.
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.
Amor permanente... como a gente se agarra nesta ilusão. Pois se nem o amor pela gente mesmo resiste tanto tempo sem umas reavaliações. Por isso nos transformamos, temos sede de aprender, de nos melhorar, de deixar pra trás nossos imensuráveis erros, tudo o que fizemos achando que era certo e hoje condenamos.
Livrar-se de uma lembrança é um processo lento, impossível de programar. Ninguém consegue tirar alguém da cabeça na hora que quer, e às vezes a única solução é inverter o jogo: em vez de tentar não pensar na pessoa, esgotar a dor. Permitir-se recordar, chorar, ter saudade. Um dia a ferida cicatriza e você, de tão acostumada com ela, acaba por esquecê-la. A dor não vai passar, não agora! É isso que ninguém tem coragem de nos dizer. A dor da perda, a dor de fracassar, a dor de não corresponder a uma expectativa, a dor de uma saudade, a dor de não saber como agir, de estar perdida, instável, de ter dúvidas na hora de fazer uma escolha, todas estas dores, que parecem pequenas para quem está de fora, nos acompanharão.
Não passam as dores, também não passam as alegrias. Tudo o que nos fez feliz ou infeliz serve para montar o quebra-cabeças da nossa vida. Todas são aproveitáveis.
Há, como falei, duas dores. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por ninguém. Dói também.
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um suvenir de uma época bonita que foi vivida, passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação com a qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a dor-de-cotovelo propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: eu amo, logo existo.
Então foi preciso aprender, hoje faço menos planos e cultivo menos recordações. Não guardo muitos papéis, nem adianto muito o serviço. Movimento-me num espaço cujo tamanho me serve, alcanço meus limites com as mãos, é nele que me instalo e vivo com a integridade possível. Canso menos, me divirto mais, e não perco a fé por constatar o óbvio: tudo é provisório, inclusive nós. É assim que aproveito a vida, me permitindo as emoções maiores, as mais intensas, as que duram pra sempre.
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.
Amor permanente... como a gente se agarra nesta ilusão. Pois se nem o amor pela gente mesmo resiste tanto tempo sem umas reavaliações. Por isso nos transformamos, temos sede de aprender, de nos melhorar, de deixar pra trás nossos imensuráveis erros, tudo o que fizemos achando que era certo e hoje condenamos.
Livrar-se de uma lembrança é um processo lento, impossível de programar. Ninguém consegue tirar alguém da cabeça na hora que quer, e às vezes a única solução é inverter o jogo: em vez de tentar não pensar na pessoa, esgotar a dor. Permitir-se recordar, chorar, ter saudade. Um dia a ferida cicatriza e você, de tão acostumada com ela, acaba por esquecê-la. A dor não vai passar, não agora! É isso que ninguém tem coragem de nos dizer. A dor da perda, a dor de fracassar, a dor de não corresponder a uma expectativa, a dor de uma saudade, a dor de não saber como agir, de estar perdida, instável, de ter dúvidas na hora de fazer uma escolha, todas estas dores, que parecem pequenas para quem está de fora, nos acompanharão.
Não passam as dores, também não passam as alegrias. Tudo o que nos fez feliz ou infeliz serve para montar o quebra-cabeças da nossa vida. Todas são aproveitáveis.
Há, como falei, duas dores. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por ninguém. Dói também.
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um suvenir de uma época bonita que foi vivida, passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação com a qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a dor-de-cotovelo propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: eu amo, logo existo.
Então foi preciso aprender, hoje faço menos planos e cultivo menos recordações. Não guardo muitos papéis, nem adianto muito o serviço. Movimento-me num espaço cujo tamanho me serve, alcanço meus limites com as mãos, é nele que me instalo e vivo com a integridade possível. Canso menos, me divirto mais, e não perco a fé por constatar o óbvio: tudo é provisório, inclusive nós. É assim que aproveito a vida, me permitindo as emoções maiores, as mais intensas, as que duram pra sempre.
#CFA
sábado, 20 de agosto de 2011
Algo sobre Amores Perdidos
Sabe quando você olha para o passado e pensa: “Puta que pariu, que merda foi essa que eu fiz com aquele Amor ??? “. Pois é, isso tem acontecido comigo nesses últimos dias. Dá uma vontade de voltar no tempo e desfazer tudo, e construir um novo futuro ou presente sei lá... Mas é tipo agora o que prevalece é a amizade. Amizade é o caralho. Eu quero é mais. Mais amor. Mais a gente perto. Mais troca de carinho. Mais ligações de madrugada. Mais ,muito mais Plural. Porém, não é assim que funciona. Quando você começa a não dar tanta importância para uma pessoa que realmente tem algo a te oferecer , você mesmo começa a destruir o que aquela pessoa sente por você –Falo por experiência própria- .E tipo, depois que tudo parece não fazer mais sentido, aquele Amor se torna um DESamor. E quando você vai se dar conta não tem mais volta. Por isso cuide bem do seu Amor, pois ele é único e não se sabe até quando ou onde ele pode durar.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Algo sobre ser gentil e ser verdadeiro ...’
Retribuir uma amizade. Entrar na vida de uma pessoa sem motivos algum. Sem dar explicações. Ir simplesmente entrando. Tratar bem um desconhecido. Lhe dar bem com as diferenças. Não custa nada você parar um pouco e perceber que nem tudo na vida é desamor. Rancor. A vida também tem seu lado bom. Também tem o lado de pessoas bacanas que você realmente possa confiar. Aproveitar cada gesto de amizade, cada palavra de ajuda, cada “mão lavando a outra”, é muito importante para uma convivência pacifica. De que me adiantaria viver em um lugar onde eu teria tudo e ao mesmo tempo nada ???? Um lugar onde eu teria uma casa, um bom emprego e um carro zero na minha garagem se no final eu estaria completamente rodiada de pessoas aproveitadoras que não estavam ali por mim. Pelo eu caráter. E sim pelo que eu tinha – Materialmente falando - , e pelo meio que eu freqüentava. Ser gentil não tira pedaço. Ser gentil não custa nada. É apenas uma forma fácil de demonstrar que ainda existe amor para com o próximo. Eu ainda quero acreditar no lado puro das pessoas, no lado inocente, no lado da falta de interesse, do carinho gratuito, do afeto sem retorno ... poxa o que fizeram das pessoas verdadeiras??? Foi o mundo que se tornou frio ou fui eu quem nunca percebeu que ele sempre foi assim!!! Prefiro uma pessoa verdadeira a 1000 falsos ao meu redor!!! Por isso seja gentil e acima de tudo seja Verdadeiro!!
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Delete#
Raiva. Jogar tudo em palavras. Simples ou não. Raiva por ter feito tudo errado. Raiva por ter feito tudo certo. Podia ser diferente. Droga! Mas quem iria advinha NEER ??? Deixar tudo como eu queria, já estava se tornando difícil pra mim. Eu já tava esgotada de tanta coisa posta em cima de mim. Das minhas costas. Do meu coração. Juro que dei o meu máximo pra te fazer feliz. Pra me fazer feliz. Mas parece que não resolveu. Dias perdidos. Ou não. Quem vai saber ?? E o que restou??? Olha, eu não queria mas de você em mim resta apenas, não sei se raiva seria a melhor palavra pra resumir o que você deixo em mim, mas garanto que o único sentimento que você conseguiu me deixar foi Raiva. Sentimento esse que eu ando tentando deletar do meu coração. Pois sei que não vai me levar a nada. Isso só vai impedir o meu coração de achar outro coração. E eu não quero isso pra mim. Não gosto de me lamentar.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Ao me deitar eu estava pensando em ti, eu não sei se é sonho, eu não sei mesmo o que acontece, mas eu te sinto sempre, até enquanto durmo, sinto seu toque, sua voz, seu sorriso. Sinto e vejo tudo, meu misto de sonho e realidade, por que demorou tanto pra chegar? […] Ao amanhecer sua imagem continuava nítida em minha mente, meio sonolenta acabei despertando pelo vibrar do celular, e era você. E tem sido você, e vai continuar sendo você. Por tanto tempo eu quis, e então você chegou.
“Um dragão jamais pertence a, nem mora com alguém. Seja uma pessoa banal igual a mim, seja unicórnio, salamandra, harpia, elfo, hamadríade, sereia ou ogro. Duvido que um dragão conviva melhor com esses seres mitológicos, mais semelhantes à natureza dele, do que com um ser humano. Não que sejam insociáveis. Pelo contrário, às vezes um dragão sabe ser gentil e submisso como uma gueixa. Apenas, eles não dividem seus hábitos”.
- Caio Fernando Abreu.
- Caio Fernando Abreu.
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