E de repente eu escuto uma voz vindo de uma janela qualquer. Uma voz meio tímida ainda, mas muito boa de se ouvir. E de se sentir. Uma voz que parece de uma beleza imensurável. E que de vez em quando se aproxima e se afasta. Não consigo entender o por que disso tudo. Na verdade eu nunca sei porque as coisas acontecem assim. Deve ser porque eu ainda estou muito aqui dentro. Dentro de mim e de antigos olhares e pensamentos. Mas olha,eu estou fazendo de tudo pra te ouvir. Tudinho mesmo. As coisas ai fora me dão um pouco de medo. Medo dessa tal ‘Reciprocidade’ não se alojar entre esperas. E que essas esperas se tornem eternas. Não gosto de esperar. Nada nem ninguém. Isso me remete a perda de tempo. E convenhamos que isso não é nada bom. Então nessas manhãs de frio, quando a geada pinta a grama verde, que eu me procure ai fora. Que essa voz passe a me chamar cada vez mais auto. E que de alguma forma você me salve e me leve pra um lugar seguro.
"Eu escrevo sem esperanças de que o que eu escrevo
altere alguma coisa.
Não altera em nada.
Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas.
A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro."
ClariceL.
sábado, 15 de outubro de 2011
domingo, 2 de outubro de 2011
A Carta
Faz algum tempo que eu não te vejo. Não sei se isso da minha ausência te faz pensar mais em mim. Acho que há tempos não pensa em mim. Ou será que já pensou em mim alguma vez ??? Isso é muito complicado, mas não quero entrar nesses detalhes. Não estou te escrevendo pra me lamentar ou pra falar o quanto você me fez sofrer ou me fez feliz, nem pra contar algo novo que aconteceu comigo e muito menos pra falar das quantidades de noites que passei em claro lembrando do teu rosto. Do teu gosto. Do teu olhar. Aah,o teu olhar ... Não!!! Eu te escrevo pra dizer que eu ‘Desisto’ de você. Juro que tentei te guardar em mim, mas a sua indiferença tomou conta do meu Eu. E me fez perceber que jamais poderia existir algo mais alem de amizade entre eu e você. Só lembrando que eu não costumo desistir das coisas, mas, sabe quando chega um ponto onde você mesma percebe que não dá mais ?!?!?! Então você chega pra você e diz: -“Ei acorda, aqui não é mais lugar pra você. Quem sabe na próxima alguém te puxe pelo braço e te impeça de ir embora, porquê aqui não tem esse ‘Alguém “ -. Ai então você vai embora. E eu vou. Não muito feliz. Mas vou. Vou com a certeza de que não foi por minha culpa que tudo não se pôs em seu lugar. E essa carta é pra você.
- Sem Destinatário -
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